A capa não deveria mostrar muito, não podia ser algo reconhecível, figurativo, pois assim "estragaria" o conceito de que o ouvinte deveria criar seu próprio mundo, sendo assim, deveria inspirar emoção, mas também deixar as pontas soltas necessárias para que não houvesse interferência na história de cada um. Queria que ela inspirasse movimento e leveza e sabia que pra conseguir isso tinha que fazer um desenho à mão livre.
Tinha também que ser um desenho simples, pois quanto mais complicado menos simbólico ele se tornaria. Cheguei a conclusão que as espirais são a expressão máxima de movimento, contínuas, quanto mais se entra dentro delas, maior ela fica. Também representam, de certa forma, uma imersão em outro mundo, um portal, algo que eu queria que minha música transmitisse. Até que cheguei a um rascunho que realmente gostei. Depois de uma ou outra mágica tecnológica criei a arte que achei digna de estampar a minha música e que você pode ver no próximo post.
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